sábado, 4 de dezembro de 2010

Petista reclama da escolha de diretores

Segundo o deputado, as prefeituras cearenses ainda estão nomeando os diretores de escolas por influência política

O deputado Artur Bruno (PT) se mostrou preocupado com o diagnóstico divulgado pelo movimento "Todos pela Educação" mostrando que apenas 8,1% dos alunos que concluem a 3ª série do Ensino Médio na rede pública estadual, sabem adequadamente matemática. Para o parlamentar, a situação é "gravíssima", contudo, observa que a educação no Brasil também tem números indesejáveis.

Para o deputado, é preocupante a educação do País ter atingido média 4,6, conforme avaliação do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), quando a média internacionalmente aceita é 6,0. Outro dado alarmante, destaca Artur Bruno, é o fato de 10% da população brasileira acima de 15 anos ser analfabeta.

A Assembleia, através da Comissão de Educação, presidida por ele, realizou este ano, visitas a 26 escolas estaduais, onde de foi encontrada uma estrutura física precária, dificuldade de acessibilidade e outras falhas, embora tenha ressaltando o avanço conquistado pelo Governo Cid Gomes, com a secretária Izolda Cela.

O deputado atesta que uma das saídas para melhorar a qualidade da educação em todo País está no aumento de recursos para a área. Atualmente ele informa que 5% do Produto Interno Bruto (PIB).

Indicação

Artur Bruno observa que não é apenas o aumento de recursos que vai garantir a melhoria na educação, é preciso também uma gestão de qualidade. O petista critica uma prática antiga ainda existente, segundo ele, que é a indicação política dos diretores de escolas.

No Estado, garante, essa prática foi abolida. Agora para ser um diretor nas escolas estaduais, de acordo com Artur Bruno, o candidato passa por uma prova de conhecimento, análise de título e eleição. Contudo afirma que nos municípios o que vale ainda é o "quem indica". Ele não fez ressalva em relação à Prefeitura de Fortaleza

Bruno destaca que muitos mecanismos foram criados no intuito de colaborar para a educação como, Ideb, Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) e Piso nacional do Magistério. Entretanto, avisa que é necessário investir mais na remuneração do professor e nas condições de trabalho.

DIÁRIO DO NORDESTE

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